Meditação por Portugal

Ao Encontro da Alma Luzitana

Vamos postar aqui todos os contributos que vão sendo postados no facebock no grupo da meditação.

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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

O BOSQUE SAGRADO ENTRE OS CELTAS E OS LUSITANOS

O BOSQUE SAGRADO ENTRE OS CELTAS E OS LUSITANOS
Tácito testemunhou que os celtas, assim como os germanos, veneravam o Deus invisível no misterioso recôndito dos bosques. A estes locais, os antigos davam o nome de cuma, coma e kum, que nos toponímicos “Santa Comba” (localidades existentes no nosso país com esta denominação) deixaram o vestígio cultual do bosque sagrado. E, como esses povos se reuniam em centros, sob a direcção dos sacerdotes, em tribunas e assembleias da nação, é provável que os toponímicos malho e malhão correspondam a outros tantos centros, pois o Mallum germânico significa templo e tribunal.
In “Universo Mágico e Simbólico de Portugal”, Eduardo Amarante

Esfera Armilar

Esfera Armilar
Esfera com anéis ou armilas utilizadas como representação do Universo.
Nessas esferas a Terra ocupa a posição central, o que corresponde à visão ptolemaica do cosmos, e as armilas principais representam os meridianos celestes, na vertical, o equador, os trópicos e os círculos polares, na horizontal, e a banda do zodíaco, em diagonal.
Em rigor, a banda do zodíaco deveria ser tangente aos dois círculos tropicais, estando pois inclinada 23 graus e meio em rel...ação ao equador.
No entanto, por ignorância ou por razões estéticas, essa banda aparece habitualmente traçada com uma inclinação muito maior.
É também vulgar serem omitidos os círculos polares.
A esfera armilar tornou-se um símbolo manuelino de poder marítimo, político e económico associado às navegações.
Aparece ainda hoje em vários símbolos lusos, nomeadamente na bandeira nacional.

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DANÇAS SAGRADAS E MARCIAIS ENTRE OS LUSITANOS

DANÇAS SAGRADAS E MARCIAIS ENTRE OS LUSITANOS
Sabe-se que entre os antigos iberos e povos do Oriente, uma das formas do culto externo era constituída pela dança; não qualquer dança, mas sim uma especial consagrada pelas fórmulas litúrgicas, que tinha passes, ritmos e cadências próprias, ou seja, uma dança sagrada. “Pela música – dizia o poeta – a essência dos deuses é visível e se comunica aos seres mortais, e os sentimentos dos homens tomam a forma de objectos animados”.
An...tes dos bispos de Bragança as proscreverem, havia nas tradicionais festas das aldeias danças sagradas de carácter litúrgico e ao mesmo tempo marcial. Estas danças, infelizmente, desapareceram, restando apenas a dos Pauliteiros, ainda hoje executada em terras mirandesas.
in “UNIVERSO MÁGICO E SIMBÓLICO DE PORTUGAL” – Eduardo Amarante
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PORTUGAL REERGUER-SE-Á

PORTUGAL REERGUER-SE-Á
“Tenho a firme crença de que Portugal se vai reerguer apesar dos tempos difíceis que a passos largos envolvem toda a humanidade. Em momentos tão adversos da nossa história soubemos erguer-nos. Como? Pela força e poder dos nossos heróis e dos nossos mitos (não temos nós Viriato, o mito da fundação, D. Afonso Henriques, o milagre de Ourique, D. Dinis, a missão templária, D. Nuno Álvares Pereira, D. Afonso V, D. João II, D. Manuel I, o V Impé...rio, o mito de D. Sebastião, o Desejado...); não foram esses homens, símbolos da Nação, que elevaram o ânimo e deram a força e a coragem de (re)agir em momentos tão cruciais da nossa história? A revolução de 1640, que nos levou à libertação do jugo espanhol dos Filipes, foi substancializada na base do mito sebastianista... Muitos outros exemplos poderia dar, mas basta analisar a nossa história para verificarmos o quanto ela é atravessada de elementos escatológicos, de um ideal de que o povo português está prenhe, ávido de fazer nascer um mundo melhor e mais conforme ao seu sonho de fraternidade, união e amor universal. Fernando Pessoa disse: “a alma lusitana está grávida de divino.”
É esse o seu testemunho e aquele que se mantiver firme no seu posto, através do esforço constante balizado na acção moral e espiritual, estará cada vez melhor apetrechado para fazer face ao desafio histórico. Os ventos e as correntes da era de Peixes estão e serão, por um tempo, cada vez mais fortes, a ponto de os mais
audazes serem tentados pelo Velho do Restelo, personificação das forças do mal, que não pára de gesticular e vociferar para que fujam do que é desconhecido, para que não façam nada, não se preocupem, que tudo está bem e que ele, Velho, tudo irá resolver. Mas não.... nada será como dantes, pois a Era de Aquário, jovem e filha do novo tempo, sobrevirá e as suas águas arrastarão estes velhos para o fundo da história da humanidade.”
in Eduardo Amarante, "Portugal - a Missão que falta cumprir"
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A “ARCA DE NOÉ” NA SERRA DO ALVÃO

A “ARCA DE NOÉ” NA SERRA DO ALVÃO
“Na Lusitânia, onde se inclui grande parte do território português, também existiam druidas, os quais, inclusive, faziam muitas referências ao dilúvio universal, falando mesmo de 7 criações e de 7 destruições. Na Serra do Alvão existe uma pedra a que os historiadores chamam “Arca de Noé” que, aliada a inúmeras tradições orais, completa o quadro de referências a um dilúvio ocorrido em tempos imemoriais. Actualmente, esta sabedoria antiga perdeu-se e a nossa visão do mundo, tão materialista e consumista, turva o nosso olhar quando observamos a natureza e o céu, reduzindo toda a ciência a um objectivo de lucro e de benefício imediato.”
in “UNIVERSO MÁGICO E SIMBÓLICO DE PORTUGAL” – Eduardo Amarante

MITOS, SÍMBOLOS E TRADIÇÕES

MITOS, SÍMBOLOS E TRADIÇÕES
“Com a entrada no 3º milénio verifica-se um interesse crescente por mitos, símbolos, tradição, magia e lugares sagrados. Há umas décadas estes temas eram votados à indiferença; hoje, porém, sucede o contrário. Por quê? Estaremos nós à porta de um grande acontecimento?
Este regressar às origens, no que toca a Portugal, significa o emergir da alma do povo de uma letargia de vários séculos. É um despertar e um tomar impulso para algo que se vai reali...zar; é um frenesim que se apodera da alma à espera de agir, de fazer alguma coisa que resgate, da sua mísera existência, os valores do espírito, da justiça, da verdade, do amor entre todos os povos. Chegou a hora da história da humanidade clamar pelos seus para que combatam contra as forças do mal que subjugam os valores essenciais do ser humano.”
in “UNIVERSO MÁGICO E SIMBÓLICO DE PORTUGAL” – Eduardo Amarante
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OS LUSITANOS E AS CONTRUÇÕES MEGALÍTICAS

OS LUSITANOS E AS CONTRUÇÕES MEGALÍTICAS
“Os Lusitanos estavam genealogicamente relacionados com os antigos construtores dos megálitos peninsulares. Quer isto dizer que a sua presença na faixa ocidental da Península Ibérica remonta a tempos imemoriais, muito anteriores à vinda dos Celtas, bem como dos próprios Iberos. Mas o que importa acima de tudo salientar é que as influências culturais e talvez somatológicas de povos que penetraram tardiamente na Península, esbarraram com... os vestígios de uma cultura pré-histórica de tipo superior que, embora desactivada após uma longa estagnação e decadência, não deixou de contribuir poderosamente, quer na preservação das “tendências autonómicas hereditárias” dos Lusitanos quer no domínio cultual pelo simples facto da sua presença e conteúdo mágico. Os Celtas limitaram-se apenas a dar-lhe um novo uso, revitalizando as forças que estes objectos possuíam ou canalizavam.”
in “UNIVERSO MÁGICO E SIMBÓLICO DE PORTUGAL” – Eduardo Amarante